domingo, 15 de março de 2009

Com aquecimento global Floresta Amazônica pode acelerar mudanças climáticas

Se toda a Amazônia se comportar como os trechos de floresta que mais sofreram estresse hídrico durante a seca de 2005, a mata emitirá globalmente 900 milhões de toneladas anuais de carbono (foto: Peter van der Steen, site Ciência Hoje).

Recente estudo publicado na revista Science sugere que sob um cenário de menos chuvas a Amazônia poderia emitir mais carbono do que absorver, contribuindo assim para aumentar a velocidade de mudanças  climáticas globais. Isto se daria devido a um aumento da mortalidade de árvores frente as condições de seca. Para chegar a esta conclusão, o estudo analisou  a mortalidade de árvores em 55 parcelas de vegetação espalhadas por toda a Amazônia antes e após a seca de 2005, a maior em 100 anos. Este artigo é um exemplo do delicado equilíbrio do planeta que as atividades humanas podem perturbar, gerando um efeito "bola de neve".

Veja matéria no site Ciência Hoje e o artigo completo no site da revista Science clicando aqui

sábado, 14 de março de 2009

A crise da água e as matas ripárias

A ONU divulgou seu terceiro relatório mundial sobre recursos hídricos. As conclusões mencionam crise planetária e que a estabilidade política e o desenvolvimento humano e econômico de muitas regiões estão em perigo se nada for feito. 

E por aqui no Brasil, o que pode ser feito? Penso logo na recomposição da vegetação ripária (ribeirinha) ao longo de extensas áreas há muito ocupadas e descaracterizadas. A vegetação ao longo dos cursos d´água proteje sua integridade, além de auxiliar na conservação do solo. A concepção e execução de projetos de recomposição são instigantes desafios. Nas áreas recompostas devem ser monitoradas espécies da fauna, da flora e suas interações ecológicas (e.g., polinização, dipersão). Os resultados dos monitoramentos devem ser divulgados para que se possam avaliar os melhores protocolos de recomposição. Há muito trabalho a ser feito.